A China é um país que não cabe em uma definição. Em duas semanas, saltei de aldeias milenares no campo para metrópoles futuristas com mais de 20 milhões de habitantes. É desconcertante, avassalador e absolutamente fascinante do começo ao fim.

Roteiro de 14 dias

DIAS1–3

Pequim — o coração histórico

A Cidade Proibida é maior do que qualquer foto sugere — quase mil edificações dentro de um complexo que por séculos foi inacessível ao povo comum. Caminhar por aqueles corredores vermelhos e dourados é entrar em outro tempo. O Templo do Céu e o Palácio de Verão completam três dias de imersão histórica intensa.

DIA4

Grande Muralha — seção Mutianyu

A 90 km de Pequim, Mutianyu é mais preservada e menos lotada que Badaling. Subi de teleférico e desci de tobogã — sim, tem tobogã na Grande Muralha. Ver aquela construção serpenteando pelas montanhas ao longe é um daqueles momentos que ficam para sempre.

DIAS5–7

Xian — a cidade dos guerreiros

O Exército de Terracota é um dos lugares mais impressionantes que já visitei. Mais de oito mil soldados enterrados há dois mil anos — nenhum rosto é igual ao outro. A cidade também tem uma muralha medieval intacta: aluguei bicicleta e pedalei o perímetro completo ao pôr do sol.

DIAS8–14

Xangai — o futuro chegou

Xangai é como se alguém tivesse pegado Nova York, Tóquio e Dubai e misturado tudo. O skyline visto do Bund à noite é de tirar o fôlego. O bairro de Tianzifang tem aquele charme de ruelas com arte e cafés independentes. O metrô — o maior do mundo — é tão eficiente que nunca precisei de táxi.

Dicas pessoais

Reservar a Cidade Proibida

Reserve os ingressos pelo site oficial com antecedência — há limite diário de visitantes e esgota com facilidade nos feriados chineses. Não arrisque chegar sem ingresso.

VPN — instale antes

A China bloqueia Google, Instagram, WhatsApp e a maioria dos apps ocidentais. Instale uma VPN antes de embarcar — dentro do país fica muito mais difícil configurar.

Trem de alta velocidade

O trem entre Pequim e Xangai (1.318 km) leva apenas 4h30 e é mais barato e prático que o avião. Reserve com antecedência no site da China Railways.

Pagamento

WeChat Pay e Alipay dominam tudo. Turistas agora podem usar cartão estrangeiro no Alipay — configure antes de sair. Tenha também algum dinheiro físico para mercados.

Quanto gastar

14 dias por aproximadamente R$ 14.000 incluindo passagens, hotéis de padrão médio, trens entre cidades, alimentação e ingressos. Comer bem na China é barato — um bowl de macarrão delicioso sai por menos de R$ 15.

Tobogã na Muralha

Na seção Mutianyu há tobogã para descer. Suba de teleférico e desça de tobogã — é tão absurdo quanto parece e é um dos momentos mais divertidos da viagem toda.