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Dolomitas em 4 dias: roteiro completo com Seceda, Tre Cime e Lago di Braies

Seceda → Val di Funes → Tre Cime di Lavaredo → Lago di Braies → Passos das Dolomitas

Atualizado em: agosto de 2026

As Dolomitas são um daqueles lugares em que a viagem começa antes mesmo de chegar às atrações. Estradas cercadas por enormes paredões de montanha, lagos de água cristalina, pequenas igrejas entre os Alpes e algumas das paisagens mais impressionantes da Itália fazem parte do caminho.

Minha viagem pelas Dolomitas começou em 28 de junho de 2026, já no início do verão europeu. Fiquei hospedado em San Vigilio di Marebbe e fiz todos os deslocamentos de carro. A partir dali conheci Seceda, Val di Funes, Tre Cime di Lavaredo, Lago di Braies, outros lagos da região e alguns dos passos alpinos mais bonitos das Dolomitas.

Neste guia compartilho meu roteiro de 4 dias pelas Dolomitas, com os lugares que visitei, as estradas que percorri, preços, estacionamentos e dicas práticas para organizar uma viagem pela região.

Roteiro de 4 dias pelas Dolomitas: visão geral do roteiro dia a dia

Dia 1

Seceda e Val di Funes

Trilha de caminhada entre picos rochosos e um vale verde em Seceda, nas Dolomitas Vacas peludas descansando em um pasto verde com teleférico e montanhas ao fundo, nas Dolomitas Vista dos picos rochosos de Seceda com refúgio de montanha e teleférico ao fundo, nas Dolomitas
Paisagens de Seceda e Val di Funes durante meu primeiro dia nas Dolomitas.

O primeiro dia combina duas das paisagens mais conhecidas das Dolomitas. Pela manhã, o roteiro começa nas montanhas de Seceda e depois segue para os campos e pequenas igrejas de Val di Funes.

Saindo de San Vigilio di Marebbe, levei aproximadamente 1h15 a 1h30 de carro até Ortisei, onde fica o acesso ao teleférico para Seceda. Saí cedo para chegar à região antes da abertura do teleférico e aproveitar melhor a manhã.

Seceda: a subida começa em Ortisei e é feita em dois trechos. Primeiro, o teleférico segue até Furnes e, de lá, outro trecho leva até Seceda. A subida completa leva aproximadamente 25 a 35 minutos, dependendo das conexões.

No topo, caminhei até os famosos mirantes da crista, onde aparecem os enormes picos rochosos que fazem de Seceda uma das paisagens mais reconhecíveis das Dolomitas.

Reservei algumas horas para caminhar pela região e observar as montanhas de diferentes pontos. Pela manhã, especialmente nas primeiras horas depois da abertura dos teleféricos, achei a experiência mais tranquila.

Quanto custa subir a Seceda? Na temporada de verão de 2026, o bilhete de adulto para fazer Ortisei → Furnes → Seceda e retornar pelo mesmo percurso custa €74 ida e volta. Isso corresponde a aproximadamente R$445 por adulto, dependendo da cotação do euro no momento da viagem.

O ingresso pode ser comprado nos canais oficiais de Seceda. Para uma viagem no verão com datas definidas, eu compraria o ingresso cerca de um mês antes.

Também recomendo chegar cedo a Ortisei e verificar antes da viagem qual estacionamento pretende utilizar.

Santa Maddalena: depois de descer de Seceda, segui de carro para Val di Funes. Uma das principais paradas é Santa Maddalena, pequena vila cercada por campos verdes e pelas montanhas Odle. Essa é uma das paisagens mais clássicas de Val di Funes e uma das imagens que eu mais associava às Dolomitas antes mesmo da viagem.

Panoramaweg: oferece uma das melhores perspectivas de Santa Maddalena e das montanhas ao fundo. Estacionei na região central de Santa Maddalena e segui caminhando. Em aproximadamente 10 a 15 minutos já é possível alcançar alguns dos pontos panorâmicos.

San Giovanni in Ranui: a última grande parada do dia, é uma pequena igreja isolada em meio aos campos e cercada pelas montanhas. Há estacionamento próximo da área e a caminhada até o ponto de observação é curta.

Os estacionamentos que utilizei em Val di Funes eram pagos no local e não exigiram reserva antecipada.

Depois da visita, retornei para San Vigilio di Marebbe.

Dia 2

Tre Cime di Lavaredo

Vista das montanhas Cadini di Misurina durante a trilha circular de Tre Cime di Lavaredo, nas Dolomitas Monumento aos Bersaglieri com as Tre Cime di Lavaredo ao fundo, nas Dolomitas Os três picos de Tre Cime di Lavaredo vistos de perto, com caminhantes na trilha, nas Dolomitas
Tre Cime di Lavaredo durante a trilha circular pelas Dolomitas.

O segundo dia é dedicado a Tre Cime di Lavaredo, uma das paisagens mais famosas das Dolomitas e um dos lugares que eu mais queria conhecer durante a viagem.

Saindo de San Vigilio di Marebbe, levei aproximadamente 1h30 de carro até a região do Rifugio Auronzo. Eu recomendo sair cedo. Além de aproveitar melhor o dia, o estacionamento e a trilha ficam mais movimentados conforme a manhã avança.

Quanto custa o estacionamento de Tre Cime di Lavaredo? Em 2026, a tarifa oficial para automóveis é de €40, aproximadamente R$240. O valor permite o acesso pela estrada que sobe até o estacionamento próximo ao Rifugio Auronzo, de onde começa o circuito de Tre Cime.

É preciso reservar o estacionamento de Tre Cime? Sim. O acesso de carro ao estacionamento de Tre Cime di Lavaredo exige reserva online antecipada nos canais oficiais do município de Auronzo di Cadore. Esse é um dos pontos da viagem que eu não deixaria para resolver quando já estivesse nas Dolomitas.

Se sua viagem estiver marcada para o verão e você já souber qual dia pretende visitar Tre Cime, eu tentaria reservar cerca de um mês antes, principalmente para datas mais concorridas.

Como é a trilha de Tre Cime di Lavaredo?

O circuito leva aproximadamente 3 a 3h30, dependendo do ritmo e do número de paradas. Não é apenas uma caminhada para ver as três montanhas de um único mirante. Ao longo do percurso, a paisagem muda constantemente e existem diversos pontos interessantes. Estes foram os principais lugares que encontrei durante o circuito.

Rifugio Auronzo: é o ponto de partida da caminhada. A partir daqui começa o circuito e já nos primeiros trechos aparecem grandes vistas das montanhas ao redor.

Cappella degli Alpini: pouco depois do início da trilha, é uma pequena capela localizada ao lado do caminho. É uma parada rápida antes de continuar em direção ao Rifugio Lavaredo.

Monumento ai Bersaglieri, uma pequena parada opcional durante o percurso, está relacionado à história militar da região.

Rifugio Lavaredo: é um dos principais refúgios encontrados durante o circuito. Ele fica antes da subida em direção à Forcella Lavaredo e é um bom ponto para fazer uma pequena pausa.

Forcella Lavaredo: é um dos pontos mais importantes da trilha. É aqui que aparece uma das vistas clássicas de Tre Cime e onde realmente dá para perceber a dimensão das três enormes formações rochosas.

Malga Langalm: continuando o circuito, oferece outra perspectiva de Tre Cime. A paisagem muda bastante nessa parte da caminhada e permite observar as montanhas de um ângulo diferente daquele encontrado no começo da trilha.

Forcella del Col de Mezzo: aparece na parte final do circuito e é um dos últimos grandes pontos antes de retornar ao Rifugio Auronzo.

Depois de completar a trilha, retornei para San Vigilio di Marebbe.

Dia 3

Lago di Braies e os lagos das Dolomitas

Lago com praia de areia clara e montanhas ao fundo, um dos lagos visitados no terceiro dia nas Dolomitas Água turquesa de um lago cercado por floresta e montanhas nas Dolomitas, com pessoas nadando Lago di Braies com barcos de madeira e a montanha Seekofel ao fundo, nas Dolomitas
Lago di Braies e os lagos das Dolomitas

O terceiro dia é dedicado aos lagos das Dolomitas, começando pelo mais famoso de todos: o Lago di Braies.

Saindo de San Vigilio di Marebbe, o roteiro segue por Lago di Braies, Lago di Dobbiaco, Lago di Landro e Lago di Misurina. A ordem funciona bem porque permite começar pelo lugar mais concorrido e deixar os outros lagos para o restante do dia.

Lago di Braies: é a primeira parada e o grande destaque desse roteiro. Cercado pelas montanhas das Dolomitas, o lago ficou famoso pela água de tons esverdeados, pelas montanhas refletidas na superfície e pela tradicional casa de barcos junto à margem.

Por ser uma das atrações mais procuradas da região, recomendo chegar cedo. Vale reservar tempo para caminhar pela margem e observar o lago de diferentes perspectivas, em vez de fazer apenas uma parada para fotografar.

É preciso reservar estacionamento no Lago di Braies? Depende da época do ano. Quando fiz minha viagem no final de junho, não precisei fazer uma reserva antecipada para estacionar no Lago di Braies. As regras, porém, mudam conforme a época.

Durante parte da alta temporada de verão, o acesso de veículos à região é regulamentado em determinados horários e pode depender de uma reserva ou autorização válida. Por isso, se sua viagem acontecer em julho, agosto ou setembro, confira as regras correspondentes à data exata nos canais oficiais de mobilidade e estacionamento do Lago di Braies.

Quanto custa estacionar no Lago di Braies? Durante o principal período regulamentado de 2026, existe um bilhete combinado de €44 para automóveis, aproximadamente R$264. O sistema inclui autorização de acesso e estacionamento garantido conforme as condições da reserva.

Fora desse período existem diferentes estacionamentos próximos ao lago, e os preços podem variar de acordo com a localização, duração e época do ano. Por isso, não considero correto tratar o Lago di Braies como se tivesse uma única tarifa durante todo o ano.

Se sua viagem acontecer em uma época em que a reserva é necessária e suas datas já estiverem definidas, eu reservaria antecipadamente.

Lago di Dobbiaco: depois de Braies, o roteiro segue até este lago mais tranquilo, uma boa parada para caminhar pela margem e observar as montanhas ao redor. Depois de um lugar tão famoso e movimentado como Braies, gostei bastante da mudança de atmosfera.

O estacionamento pode ser resolvido no local e não exige o mesmo planejamento antecipado de Braies.

Lago di Landro: a próxima parada, fica praticamente ao lado da estrada e pode ser incluído facilmente no percurso. Minha parada aqui foi mais rápida, mas a facilidade de acesso e a paisagem fazem valer a visita. Não precisei reservar estacionamento antecipadamente.

Lago di Misurina: o último lago do dia, cercado pelas montanhas, é uma boa parada para terminar o roteiro com mais calma e caminhar pela região. Também não precisei reservar estacionamento antecipadamente.

Depois da visita, retornei para San Vigilio di Marebbe.

Dia 4

Pelas estradas mais bonitas das Dolomitas

Cappella di San Maurizio com as montanhas do Grupo Sella ao fundo, no Passo Gardena, Dolomitas Estrada panorâmica cercada por montanhas e vale verde nas Dolomitas Sassolungo visto de um campo verde nas Dolomitas
Estradas panorâmicas das Dolomitas entre Passo Gardena, Passo Sella e Passo Giau.

O quarto dia foi um dos meus favoritos porque aqui a estrada faz parte da experiência. Em vez de dirigir apenas para chegar à próxima atração, o percurso atravessa passos alpinos, vales e estradas cercadas por enormes paredões de montanha.

Foi um daqueles dias em que várias das melhores paisagens apareceram simplesmente durante o deslocamento. O roteiro passa por Passo Gardena, Rifugio Friedrich August, Passo Sella, Città dei Sassi e Passo Giau.

Passo Gardena: atravessa uma região cercada pelo Grupo Sella e pelos Pizes de Cir. Durante o percurso existem vários pontos onde é possível parar para observar as montanhas e aproveitar a paisagem. Mais do que simplesmente chegar ao passo, vale prestar atenção em toda a estrada porque o cenário muda constantemente.

Cappella di San Maurizio: é uma pequena capela localizada na região do Passo Gardena. É uma parada rápida que pode ser incluída facilmente durante o trajeto.

Rifugio Friedrich August: depois continuei em direção à região do Passo Sella para fazer a caminhada até este refúgio. Usei o Hotel Passo Sella Dolomiti Mountain Resort apenas como ponto de referência para localizar a área onde comecei a caminhada. A caminhada até o refúgio é curta, levando aproximadamente 10 a 20 minutos, e passa por uma paisagem alpina cercada por pastagens e montanhas.

Sassolungo: domina boa parte da paisagem dessa região. Mesmo sem fazer uma trilha específica até a montanha, ela acompanha vários trechos do caminho e torna essa parte das Dolomitas especialmente impressionante.

Krapfen no Rifugio Friedrich August: no refúgio, aproveitei a parada para provar os Krapfen. Além da comida, gostei bastante da localização do refúgio, cercado por pastagens alpinas e com vista para as montanhas.

Passo Sella: de volta à estrada, continuei por este trecho. Para mim, esse foi um dos trechos mais bonitos do roteiro. As montanhas acompanham boa parte da estrada e existem diversos lugares onde é possível parar para observar a paisagem.

Città dei Sassi, ou Cidade das Pedras, é uma área formada por enormes blocos rochosos espalhados aos pés do Sassolungo. A paisagem é bastante diferente das outras paradas e pode ser combinada facilmente com o Passo Sella.

Passo Giau: fecha o roteiro pelas estradas panorâmicas das Dolomitas. A própria estrada até o passo já faz parte da experiência. No topo existem áreas onde é possível estacionar e caminhar um pouco para observar as montanhas ao redor.

Nos estacionamentos e pequenas áreas de parada desse dia, não precisei fazer reservas antecipadas.

Depois da visita, retornei para San Vigilio di Marebbe.

Onde ficar nas Dolomitas: minha base em San Vigilio di Marebbe

Durante minha viagem, fiquei hospedado em San Vigilio di Marebbe e usei a cidade como base para todo o roteiro.

Para mim, a principal vantagem de escolher uma única base foi não precisar trocar de hospedagem todos os dias. Eu podia sair pela manhã, fazer o roteiro planejado e retornar para o mesmo lugar à noite.

Por outro lado, é importante entender que as Dolomitas ocupam uma área extensa. Seceda, Val di Funes, Tre Cime e Lago di Braies ficam em regiões diferentes.

Por isso, ao escolher onde ficar nas Dolomitas, não considere apenas a distância em quilômetros. Confira também o tempo real de deslocamento pelas estradas de montanha.

San Vigilio di Marebbe funcionou bem para a maneira como organizei minha viagem e me permitiu conhecer diferentes partes das Dolomitas mantendo uma única base.

Vale a pena conhecer as Dolomitas?

Para mim, sim.

Poucos destinos conseguem reunir tantas experiências diferentes em uma mesma região.

Em quatro dias você pode caminhar no alto de Seceda, observar as pequenas igrejas de Val di Funes cercadas pelas montanhas, fazer o circuito de Tre Cime di Lavaredo, conhecer o Lago di Braies e dirigir por alguns dos passos alpinos mais impressionantes da Itália.

Mas uma das coisas que mais me marcou aconteceu justamente entre as atrações.

Dirigindo pelas Dolomitas, percebi que o caminho muitas vezes é tão bonito quanto o destino.

E essa é provavelmente a melhor forma de resumir essa viagem.

Quantos dias ficar nas Dolomitas?

Para seguir este roteiro, eu reservaria 4 dias nas Dolomitas.

A divisão fica equilibrada:

Dia 1: Seceda e Val di Funes
Dia 2: Tre Cime di Lavaredo
Dia 3: Lago di Braies, Lago di Dobbiaco, Lago di Landro e Lago di Misurina
Dia 4: Passo Gardena, Rifugio Friedrich August, Passo Sella, Città dei Sassi e Passo Giau

Quatro dias não são suficientes para conhecer tudo o que as Dolomitas oferecem, mas permitem montar um roteiro bastante completo combinando montanhas, trilhas, lagos, vales e estradas panorâmicas.

Precisa de carro para conhecer as Dolomitas?

Não necessariamente.

Existem ônibus e outros meios de transporte público em diferentes partes das Dolomitas, além dos teleféricos utilizados para acessar alguns lugares.

Para este roteiro de 4 dias, porém, eu recomendo alugar um carro.

Foi de carro que fiz todos os meus deslocamentos, e a liberdade de horário fez bastante diferença.

Além de conseguir sair cedo, pude parar nos mirantes, ajustar o tempo em cada lugar e combinar pontos que seriam mais difíceis de encaixar dependendo exclusivamente do transporte público.

Isso faz ainda mais diferença no dia dos lagos e no roteiro pelos passos alpinos, quando existem várias paradas durante o caminho.

Planejamento de viagem para as Dolomitas: dicas essenciais

Antes de começar um roteiro pelas Dolomitas, vale organizar alguns detalhes práticos. As atrações ficam espalhadas por diferentes áreas, os deslocamentos pelas estradas de montanha podem levar mais tempo do que parecem no mapa e alguns dos lugares mais procurados precisam ser planejados com antecedência.

🚗

Carro e deslocamentos

  • Fiz toda a viagem pelas Dolomitas de carro
  • Para este roteiro, recomendo alugar um carro
  • Não calcule os deslocamentos apenas pela distância em quilômetros
  • Reserve tempo para parar nos mirantes encontrados pelo caminho
🎟️

Ingressos e reservas

  • Compre o ingresso de Seceda online antecipadamente
  • Reserve Tre Cime di Lavaredo antes da viagem
  • Confira as regras do Lago di Braies para a data exata da visita
  • No verão, eu organizaria as principais reservas cerca de um mês antes
🅿️

Estacionamentos

  • Tre Cime exige reserva antecipada para subir de carro até o Rifugio Auronzo
  • No Lago di Braies, a necessidade de reserva depende da época
  • Nos demais lugares deste roteiro, consegui resolver o estacionamento no próprio local
  • Chegar cedo ajuda principalmente nas atrações mais conhecidas
🌦️

Clima e trilhas

  • Mesmo no verão, o clima nas Dolomitas pode mudar rapidamente
  • Confira a previsão antes de Seceda e Tre Cime
  • Leve calçados adequados para caminhada
  • Não monte um roteiro com horários apertados demais
Dica final: para uma viagem no verão com datas definidas, eu organizaria Seceda, Tre Cime e, quando necessário para a época escolhida, Lago di Braies com antecedência. Nos demais lugares, manteria mais flexibilidade para aproveitar as estradas e os mirantes pelo caminho.